Nova-andradinense que vive na Califórnia conta sobre rotina de quarentena nos EUA

Diante da pandemia nos EUA, ele também faz um alerta aos conterrâneos

Da Redação


O engenheiro de software Roberto Gandolfo Hashioka é um dos nova-andradinenses que teve sua rotina impactada por conta do Covid-19, vírus que já contaminou mais de 200 mil pessoas ao redor do mundo. Residente em San Francisco, nos Estados Unidos, ele conta que entre as medidas adotadas pelo país, um dos mais atingidos pelo vírus, é a adoção de uma espécie de quarentena obrigatória, em que é a circulação é permitida à população apenas em situações essenciais como a compra de alimentos e remédios.

“Muitas pessoas estão estocando comida. Hoje mesmo, vi pessoas saindo de casa para comprar alimentos com mala de viagem”, afirma Roberto, relatando ainda que itens essenciais já faltam nas prateleiras dos supermercados da Califórnia. Sobre a circulação de pessoas pelas ruas de um dos principais centros do Vale do Silício, região reconhecida mundialmente por sediar startups e companhias de Tecnologia, Roberto conta que o cenário é de deserto.

“As ruas estão desertas e os funcionários das empresas de tecnologia estão trabalhando de casa, por recomendação das empresas e das autoridades. Eu acredito que o impacto na economia será bem forte e deve atingir principalmente os pequenos negócios, por não terem acesso a crédito em curto prazo e nem mesmo caixa disponível para despesa com funcionários, diante do fechamento obrigatório de seus negócios”, considera.

Diante da pandemia nos EUA, ele também faz um alerta aos conterrâneos de Nova Andradina. “Nosso sistema de saúde não está preparado para a demanda que está por vir, então minha recomendação é que sejamos prudentes e fiquemos em casa, mantendo principalmente, nossos idosos em segurança, já que integram o grupo de risco”.

E conclui. “Precisamos de paciência para nos adequar a essa nova realidade e esperamos que entre 3 a 4 meses tudo esteja normalizado e tenhamos aprendido a importância de cuidar da nossa saúde. Espero que meus conterrâneos fiquem seguros em casa e mantenham a calma. Com fé em Deus e conscientização da população, conseguiremos atravessar essa crise da melhor forma possível. No fim tudo vai passar e sairemos mais fortes dessa situação”.

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